O Massacre da Escola no Rio de Janeiro

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    Dia 07 de abril de 2011, 08 horas da manhã. O ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos de idade, entra na Escola Municipal Tasso de Oliveira, no Realengo, Zona Oeste do Rio, carregando uma bolsa com armas e munições. Conversou com uma professora, disse-lhe que ia dar uma palestra e ela lhe pediu que aguardasse porque estava ocupada. Quando ela saiu, ele subiu para o primeiro andar, colocou luvas pretas e preparou os revólveres. Caminhou pelos corredores e entrou em uma das salas aonde atirou nas primeiras vítimas que eram alunas sentadas nas primeiras carteiras. Ele gritava furiosamente e em seguida atirava: Vira para a parede que eu vou matar você! Você vai morrer!” Um garoto de 13 anos, que foi o único que permaneceu de pé, orava insistentemente e lhe pediu que ele não o matasse, e então Wellington lhe disse: “Fica tranqüilo, não vou te matar!” Enquanto isso, outras alunos fugiam correndo desesperadamente pelos corredores. Ele recarregava rapidamente as armas usando um dispositivo chamado jet speed. Alguns estudantes, chegando a uma rua vizinha, avisaram alguns policiais que estavam em outra operação, os quais dirigiram-se a escola rapidamente. Um deles conseguiu atingir o atirador no abdômen, o qual caindo em uma escada de acesso ao segundo andar, segundo a polícia, suicidou-se com um tiro na cabeça. O resultado disso foi um saldo de 12 adolescentes, 11 meninas e um menino mortos com tiros na cabeça e na altura do tórax.
  
    Veja mais detalhes nos vídeos abaixo:
    O primeiro contém reportagens e imagens feitas depois do ataque;
    No segundo há um depoimento gravado por ele próprio dois dias antes;
    No terceiro, gravado em 2010, ele se diz desrespeitado e julgado precipitadamente pela maioria das pessoas por sua bondade, e que faria com que elas o conhecessem da maneira mais radical. Disse ainda que faria isso por seus semelhantes: aqueles que são humilhados, agredidos e desrespeitados em vários locais, principalmente em escolas e colégios, pelo fato de serem diferentes e não fazerem parte do grupo dos infiéis, dos desleais, dos falsos, dos corruptos, dos maus;
    O quarto vídeo é bastante extenso e cheio de detalhes: Ele faz apologia ao uso de armas e explosivos e afirma não ser responsável pelas mortes e joga a culpa nas pessoas que cometeram bullyng contra ele. Ao mesmo tempo em que demonstra muita religiosidade, ele critica as religiões acusando-as de estarem deturpando o Evangelho de Jesus Cristo, e coloca-se como uma espécie de “mártir” que está deixando sua casa, seu emprego dando sua própria vida pelos “irmãos” que são vítimas das injustiças praticadas pelos infiéis. Ele cita nomes de terroristas que cometeram atentados em outras escolas, chamando-os de ícones na luta contra os infiéis;
    No quinto vídeo ele expressa suas declarações de uma maneira ainda mais forte dizendo o seguinte: “Que o ocorrido sirva de lição, principalmente às autoridades escolares […], se tivessem descruzado os braços antes e feito algo sério no combate a esses tipos de práticas, provavelmente o que aconteceu não teria acontecido: eu estaria vivo, todos os que eu matei estariam vivos.” E afirmou ainda que se as autoridades permanecerem de braços cruzados [contra os atos de bullyng] estarão forçando mais “irmãos” a matarem e morrerem;

    No sexto vídeo ele está lendo sua carta de suicídio.

  

Mesmo não sendo um defensor da maioria das ações policiais, nesse caso não vejo razões para duvidar da dos que participaram dessa operação porque a intenção de suicídio do terrorista está bastante clara numa carta que estava com ele; suas palavras são bastante confusas e não trazem nenhuma explicação sobre o porquê de ele ter tomado a decisão de cometer essa terrível barbárie, observe bem suas desconexas palavras: Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna. Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi. Dá para perceber claramente por essas palavras que esse rapaz tinha um sério distúrbio mental. Segundo relatos de vizinhos, o assassino, além de ser órfão dos pais e viver sozinho, na época em que estudava, era vítima de bullyng nessa escola devido ao fato de ser uma pessoa muito diferente e não ter amigos. Obviamente, nada disso justifica essa tão grande monstruosidade cometida por ele, porém, são razões para que pais e educadores pensem e ajam com mais cuidado no desenvolvimento social de seus filhos e alunos que, de uma forma até inocente, tem provocado a ira de pessoas com uma mente transtornada e com tendências violentas a provocar atos como esses. Quero deixar claro que esse fator também é uma mera suposição e que ainda há outros indícios, dos quais o mais forte é a sua ligação com o islamismo. Há ainda que se considerar a participação de outras pessoas, pois ele destruiu seu computador, o que poderia ser uma forma de proteger alguém que o tenha incentivado a isso.
    Sei que todos gostaríamos de esquecer essas lamentáveis cenas, mas elas devem nos servir de exemplo do quanto devemos clamar a Deus pela nossa vida e dos nossos filhos. Isso não é uma questão de Justiça ou criação e aplicação de penalidades mais pesadas como ingenuamente alegaram alguns, pois Wellington tinha a clara intenção de se matar. Não há leis que impeçam esses ataque terroristas. Para nós, só o que resta é nos solidarizarmos com os familiares das vítimas diante dessas imagens.

Menina ferida aguardando atendimento
Menina ferida ajudada por populares

Rápido atendimento do SAMU
Feridos sendo levados para a ambulância
Corpo do atirador sendo conduzido ao rabecão
Policial que atirou nele: atitude que teria provocado seu suicídio
Atirador, momentos antes, preparando a arma
Armamento usado por Wellington no ataque
Atirador morto na escada
Corpo do atirador sendo removido pela polícia
  
    Fotos de Wellington exibindo os revólveres e sua carta de suicídio, divulgadas pela polícia, revelam seu maligno e doentio amor por armas e pelo terrorismo:

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